segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Guiné 61/74 - P17994: Agenda cultural (608): Uma grande festa de amor, amizade e camaradagem, a do lançamento do livro "A Caminho de Viseu", do Rui Alexandrino Ferreira, nas instalações do RI 14, Viseu, em 4 do corrente - Parte II

 

Foto nº 10  >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Aspeto geral assistência: em primeiro plano, familiares do autor.


Foto nº 11 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Aspeto geral assistência.


Foto nº 12 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) >  Aspeto da assistência: Filha Carla Ferreira (, de camisola preta e de óculos). e esposa Adelaide Ferreira (, a seguir, e amigos.



Foto nº 13 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Outro aspeto da assistência com a  família do autor em primeiro plano, com destaque para a outra filha, Patrícia Ferreira, de casaco bege.


Foto nº 14 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > A esposa do autor,  em primeiro plano, Adelaide Ferreira, com uma amiga.



Foto nº 15 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > As felicitações da esposa do autor, Adelaide Ferreira.



Foto nº 16 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > O abraço de Pezarat Correio a um velho amigo e camarada de armas.



Foto nº 17 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Um abraço do Xico Allen (à esquerda), membro da nossa Tabanca Grande.


Foto nº 18 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Um abraço do João Marcelino (que vive na Lourinhã, esteve presente no VII Encontro Nacional da Tabanca Grande, em 2012, e que é amigo do autor desde a Guiné, tendo estado os dois juntos em Aldeia Formosa)


Foto nº 19 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Um abraço do Belarmino Sardinha, outro membro da nossa Tabanca Grande. 





Foto nº 20 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) >  Ao centro a filha Patrícia Ferreira, de olhar atento ao pai; em primeiro plano, de perfil, do lado direito, o Rui,  e,  à esquerda, o Belarmino Sardinha. Oor sua vez, à esquerda deste, outro nosso amigo e camarada, o "bedandense" Joaquim Pinto de Carvalho...de que só se vê metade do rosto, de perfil. (Ainda no sábado passado o estive com ele, no soldar dos "Duques do Cadaval", e o malandro não me disse nada, que tinha ido, do Cadaval a Viseu, mais o Belarmino...).


Foto nº 21 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. )  > A bancada com o livro. É o terceiro que o autor pubica, depois de "Rumo a Fulacunda" (200) e Quebo" (2014).


Foto nº 22  >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. )  > O refeitório do RI 14. Ao fundo, o autor abraçado ao seu amigo Pedro Giestas.


Fotos (e legendas): © Márcio Veiga / Rui Alexandrino Ferreira (2017). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Segunda e última parte (*) da reportagem fotográfica feita por Márcio Vieira da sessão de lançamento do livro do Rui Alexandre Ferreira, "A Caminho de Viseu",  que  decorreu no passado sábado, dia 4 de novembro de 2017 (sábado), pelas 10,30 horas, nas instalações do Regimento de Infantaria 14, em Viseu. (**)

Guiné 61/74 - P17993: Tabanca Grande (452): Carlos Vieira, ex-Fur Mil do Pel Mort 4580 (Bafatá, 1973/74), 761.º Tabanqueiro

Crachá do Pel Mort 4580
Com a devida vénia ao camarada Carlos Coutinho


1. Mensagem de 2 de agosto de 2017, de Carlos Vieira, enviada ao nosso Blogue:

Caros camaradas:

Eu sou o Carlos Vieira, ex-Furriel Miliciano do Pel Mort 4580.

Encontrei na vossa página dados sobre um soldado do nosso pelotão (Almerindo Silva) mas que acabou por estar pouco tempo connosco em Bafatá, por ter sido deslocado para Bambadinca.

Infelizmente, praticamente perdi o contacto com todos os camaradas do meu pelotão, excepto com o outro furriel, o "Teixeirra" de Setúbal.

Atualmente tenho ido a alguns convívios dos camaradas do BCAÇ 3884, Batalhão a que estávamos adidos em Bafatá.

Felizmente em 31 de Agosto de 1974 regressámos todos no Boeing 707 da TAP, com o nome de Vasco da Gama, que aterrou na Portela cerca das 7 horas da manhã.

Gostaria de continuar a manter o contacto convosco

Um grande abraço,
Carlos Vieira

************

2. Mensagem do Blogue, enviada ao Carlos Vieira em 4 de Agosto de 2017:

Caro Carlos Vieira,

Muito obrigado pelo teu contacto.
Gostaríamos de te ter como elemento da tertúlia da Tabanca Grande, o nosso Blogue, pelo que desde já ficas convidado a aderir. Para o efeito manda-nos uma foto actual e outra dos tempos gloriosos da Guiné, tipo passe ou outro, dizendo-nos quando foste e vieste da Guiné, por onde andaste, unidades a que estiveram adstritos, etc.

Poderás contar uma pequena história, a título de "jóia", passada contigo ou com os teus camaradas, acompanhada por fotos, legendadas, que tenhas por aí.

Serás apresentado à tertúlia e ficarás a pertencer à maior família de combatentes da Guiné que existe na Web a nível mundial.

Espero as tuas próximas notícias.

Votos de proveitosas férias, se for o caso.

Ao dispor o camarada e amigo
Carlos Vinhal

************

3. Mensagem do nosso camarada e novo amigo tertuliano Carlos Vieira, ex-Fur Mil do Pel Mort 4580 (Bafatá, 1973/74), enviada ao Blogue em 15 de Novembro de 2017:

Caro Camarada:

Embora com algum atraso, finalmente envio alguns dados meus.

Furriel Miliciano do Pelotão de Morteiros 4580, com unidade mobilizadora o RI 5 (Caldas da Rainha).

Embarque no navio Uíge em 3 de Abril de 1973 e desembarque em Bissau no dia 9 do mesmo mês.
Passados 8 dias fomos deslocados para Bafatá,onde permanecemos agregados à CCS do BCaç 3884, tendo sido as 5 secções deslocadas para destacamentos do referido Batalhão, excepção do 1.º Cabo Almerindo que foi para Bambadinca, como já consta do blogue.

Brevemente enviarei a cópia da história do Pelotão.

Como também é habitual vocês publicarem os aniversários, informo que no dia 3 de Setembro de 2018 farei 67 anos.

Em anexo 2 ficheiros com fotos como solicitado, depois confirma se e assim ou noutro formato.
Tenho muito mais material (fotos) que poderei enviar.

Saudações,
Carlos Vieira

************

4. Mensagem do editor:

Caro Vieira,

Sê bem-vindo à nossa  tertúlia, onde te vais juntar ao teu (e nosso) camarada Almiro Silva Gonçalves. Vou-te enviar, por outro meio, o contacto dele.

Uma vez que não temos praticamente registos do teu Pelotão, tudo quanto nos possas mandar será útil para memória futura. Quem sabe, não começarão a aparecer camaradas "transviados".

Já agora uma correcção, às vezes trocamos a grafia das terras por onde andámos, não é Babadinca mas sim Bambadinca. Clica na palavra e abrirás o mapa respectivo. Faz o mesmo, mais acima, clica em Bafatá, escrito em tom rosa, e abrirás o mapa da zona.

Posto isto, vamos ficar à espera da tua colaboração no sentido de tornares pública a história do Pel Mort 4580, seja através de fotos ou textos.

Recebe um abraço de boas-vindas em nome da tertúlia e dos editores.
Eu fico ao dispor para qualquer esclarecimento.

Abraço do teu camarada e novo amigo
Carlos Vinhal
____________

Nota do editor

Último poste da série de 11 de novembro de 2017 > Guiné 61/74 - P17958: Tabanca Grande (451): António Joaquim de Castro Oliveira, ex-1.º Cabo Quarteleiro da CART 1742 (Nova Lamego e Buruntuma, 1967/69), 760.º Tabanqueiro

Guiné 61/74 - P17992: Agenda cultural (607): Conferência subordinada ao título, "Na peugada de Henrique Senna Fernandes", tendo como orador o Eng.º António Estácio, a ter lugar no dia 23 de Novembro de 2017, pelas 17h30, no Auditório Adriano Moreira da Sociedade de Geografia de Lisboa

C O N V I T E 



1. Mensagem do nosso amigo tertuliano e camarada António Estácio, guineense, nado e criado em Bissau, ex-alf mil em Angola (1970/72), com data de 11 de Novembro de 2017:

Será um imenso prazer poder contar com a tua presença, no próximo dia 23 de Novembro, pelas 17,30 horas no Auditório "Adriano Moreira", a fim de recordar a memória do Dr. Henrique de Sena Fernandes, que será homenageado com a minha palestra.

Como tal ficar-vos-ei imensamente grato.
António J. Estácio

************

Breve nota biográfica de António Estácio:
(i) é lusoguineense, nascido em 1947, e criado no chão de Papel, em Bissau, com raízes transmontanas, tendo vivido também em Bolama;
(ii) formou-se como Engenheiro Técnico Agrário (Coimbra, 1964-1967, Escola de Regentes Agrícolas, depois de frequentar o Liceu Honório Barreto;
(iii) fez a tropa (e a guerra) em Angola, como alferes miliciano (1970/72);
(iv) trabalhou depois em Macau (de 1972 a 1998);
(v) vive há quase duas décadas em Portugal;
(vi) tem-se dedicado à escrita, dois dos seus livros mais recentes narram as histórias de vida de duas "Mulheres Grandes" da Guiné, a cabo-verdiana Nha Carlota (1889-1970) e a guineense Nha Bijagó (1871-1959);
(vii) o seu livro mais recente (2016, 491 pp.), de temática guineense, tem como título "Bolama, a saudosa", edição de autor;
 ____________

Nota do editor

Último poste da série de 20 de novembro de 2017 > Guiné 61/74 - P17990: Agenda cultural (606): Uma grande festa de amor, amizade e camaradagem, a do lançamento do livro "A Caminho de Viseu", do Rui Alexandrino Ferreira, nas instalações do RI 14, Viseu, em 4 do corrente

Guiné 61/74 - P17991: Notas de leitura (1016): "40 anos de impunidade na Guiné-Bissau", relatório da responsabilidade da Liga Guineense dos Direitos Humanos, publicado em 2013 (1) (Mário Beja Santos)



1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70), com data de 22 de Março de 2016:

Queridos amigos,

É seguramente um dos documentos mais importantes dos últimos anos acerca da fragilidade institucional da Guiné-Bissau. O relatório intitula-se "40 anos de impunidade na Guiné-Bissau", é da responsabilidade da Liga Guineense dos Direitos Humanos, foi tornado público em 2013.

Aqui se define impunidade e se revelam as suas muitas faces e avança-se para as causas e tipologia da impunidade na Guiné-Bissau. Trata-se de uma publicação realizada com o apoio financeiro da União Europeia. O leitor interessado em conhecer o trabalho excecional desenvolvido por esta Liga Guineense dos Direitos Humanos só precisa de ir ao Google e escolher as publicações com que consequentemente são feitas as denúncias sobre violência, prisões arbitrárias e todas as outras formas de atentados à dignidade humana.

Um abraço do
Mário


40 anos de impunidade na Guiné-Bissau: uma leitura do relatório da Liga Guineense dos Direitos Humanos datado de 2013 (1)

Beja Santos

Trata-se de um dos mais importantes documentos chancelados pela Liga Guineense dos Direitos Humanos. A coordenação e redação é de Pedro Rosa Mendes e a prosa ressente-se das altas qualidades literárias de quem o escreveu. Retenho uma frase da introdução:

“Dos sonhos muito se pode esperar; das cinzas pouco se pode conseguir”.

O relatório centra-se na questão magna da impunidade e divide-se em três tramos: primeiro, a definição de impunidade e a violência na Guiné-Bissau; segundo, as causas e tipologia das impunidade na Guiné-Bissau, relevando o papel das Forças Armadas como o cerne do fenómeno da impunidade, descrevendo-se igualmente os crimes económicos e financeiros; terceiro, o relatório oferece um panorama histórico da impunidade na Guiné-Bissau, terminando com a análise de uma década pós-guerra de políticas caóticas, de empobrecimento da população, de disputas violentas no seio do poder.

“A impunidade define-se pela ausência, de direito ou de facto, de responsabilidade penal dos autores de violações, bem como da sua responsabilidade civil, administrativa ou disciplinar, na medida em que estes escapam a todas as tentativas de investigação tendentes a possibilitar a sua acusação, a sua detenção, o seu julgamento e, no caso de serem considerados culpados, a sua condenação a penas apropriadas, incluindo a de reparar o dano sofrido pelas suas vítimas”.

Entre os princípios que permitem encarar o conjunto de requisitos que permitam uma luta contra a impunidade constam quatro linhas de força: a de saber, a justiça, a compensação, a garantia de não repetição.

O direito de saber consubstancia-se nos princípios do direito à verdade, no dever de memória e no direito imprescritível das vítimas ou dos seus familiares a conhecer com exatidão as circunstâncias em que os direitos foram violados. O direito à justiça é a obrigação de cada Estado adotar uma legislação interna ou modificá-la de forma a permitir que os tribunais possam exercer a sua competência universal em matéria de crimes graves segundo o direito internacional. O direito de compensação abrange o direito da vítima a ser ressarcida e o dever do Estado a garantir essa satisfação. A compensação pode ser concretizada através de medidas que restaurem a situação anterior, indemnização ou reabilitação. A garantia de não repetição tem a ver com obrigação do Estado a pautar-se por padrões de boa governação e à defesa do Estado de direito.

A Liga Guineense encara a luta contra a impunidade de uma forma abrangente, isto é, para além das violações dos direitos humanos (que abarcam agressões à integridade dos indivíduos, a restrições da sua liberdade pessoal e a outros atos de repressão) há a considerar os crimes económicos, os atentados contra as crianças e a igualdade de género, a mutilação genital feminina, entre outros.

É evidente que a corrupção, a espoliação de recursos públicos, o enriquecimento ilícito estão, aos olhos dos cidadãos, no topo dos atentados. Há a condenação e a responsabilização que deve expressar-se pelo ressarcimento. A Liga Guineense enfatiza que é tempo de deixar de promulgar mais amnistias, a figura da amnistia tem-se revelado um banho lustral que assegura toda a forma de impunidades, escrevendo-se explicitamente:

“Na Guiné-Bissau, o recurso à amnistia tem confirmado que este mecanismo pode ser uma porta escancarada para a impunidade. O vício da autoamnistia na cúpula do Estado e das Forças Armadas tem sido um obstáculo à justiça tem legitimado a não responsabilização dos culpados por crimes da maior gravidade”.




Neste relatório é do maior interesse o que se escreve sobre a tipologia da impunidade na Guiné-Bissau, assim:

• A impunidade é a falta de aplicação de uma sanção prevista para a violação de uma determinada regra da vida em comum;

• A impunidade é um privilégio do poder: “sabes quem eu sou”;

• “Militares” e “políticos” são apontados como principais responsáveis pela impunidade reinante no país mas, convém não esquecer, numa sociedade que valoriza a lei do mais forte;

• A impunidade reflete-se mais abertamente na inoperância do setor da Justiça;

• Outra dimensão da impunidade é relacionada com a generalização da corrupção e com a estratificação entre o poder do dinheiro de alguns e a extrema fragilidade económica da maioria;

• A sociedade guineense tem valores que facilita(ra)m o agravamento da impunidade;

• A Justiça é exercida cada vez com mais frequência pelas forças de segurança; vigora na prática o princípio da “presunção da culpa” e do favor ao primeiro queixoso;

• O falhanço do Estado em providenciar justiça abriu caminho à reemergência da justiça tradicional e a formas de defesa popular do tipo milícias e vigilantes;

• A má gestão ou inexistência de mecanismos pacífico de resolução de conflitos tem aumentado o risco de etnicização de disputas comunitárias;

• Falta hoje aos guineenses uma referência comum;

• A impunidade agravou-se a partir de 1980; por isso, a Guiné-Bissau enfrenta não apenas o desafio da reforma das instituições mas de refundação de uma ordem constitucional que sofre há três décadas de ataques sucessivos.

A confiança no Estado sofre permanentemente abalos. No decurso das muitas entrevistas que enformam este relatório, é a patente do desencanto. Alguém desabafa: “Na Guiné ninguém diz o que pensa”. Não há conversa, ninguém disse o que pensa, as pessoas dizem o que os outros querem ouvir. Ou não dizem porque têm medo. Acabem com essa história de que os guineenses têm que sentar e conversar. O próprio Amílcar Cabral foi morto porque ninguém aceitou conversar, conclui o entrevistado.

Os depoimentos colhidos apontam para uma sociedade sem regras, uns dizem que a impunidade do Estado começou em 14 de Novembro de 1980, outros recuam até à era de Luís Cabral e ao poder ditatorial da Segurança do Estado.

Há quem responsabilize só os militares ou só os políticos, mas há quem se incline para os dois grupos. Há militares que observam os deputados que abandonam o partido e se tornam independentes para fazerem negociatas, violando o mandato que lhe foi confiado pelo povo. Há também quem critique as Forças Armadas que recusam a subordinação ao poder político.

Todos são de acordo que o país está à deriva e que a maior das fragilidades é de que todos os casos que devastaram a nação são completamente impunes. Os militares protestam contra o atraso das suas remunerações mas recusam perentoriamente quaisquer reformas. Veja-se o Programa de Desmobilização, Reinserção e Reintegração das Forças Armadas (PDRRI), este e todos os outros falharam. Há quem sugira que se deve acabar com estas forças Armadas que podem funcionar como uma guarda pretoriana substituindo-as pelo recrutamento militar obrigatório.

Ainda na primeira década do século XX se fizeram tentativas para a reforma do setor de Defesa e Segurança, em concreto não se avançou. E o relatório cita que “O recenseamento mais recente mostrou a realidade de uma pirâmide invertida com o efetivo de 4458 elementos dos quais 1869 são oficiais superiores (41% dos efetivos) e, na base, 877 soldados (19%). A crise de comando nas Forças Armadas é marcada pela fragilidade institucional, insuficiência de recursos humanos, forte resistência à inovação num contexto de conflitos de gerações, promoções com base em clientelismo e afinidade étnica”.

(Continua)
____________

Nota do editor

Último poste da série de 17 de Novembro de 2017 > Guiné 61/74 - P17978: Notas de leitura (1015): Os Cronistas Desconhecidos do Canal do Geba: O BNU da Guiné (9) (Mário Beja Santos)

Guiné 61/74 - P17990: Agenda cultural (606): Uma grande festa de amor, amizade e camaradagem, a do lançamento do livro "A Caminho de Viseu", do Rui Alexandrino Ferreira, nas instalações do RI 14, Viseu, em 4 do corrente - Parte I


Foto nº 1 > Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Da direita para a esquerda: o autor Rui Alexandre Ferreira, ten cor ref, e o apresentador, Pezarat Correia, maj gen.


Foto nº 2 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Aspeto geral da mesa, vista da esquerda para a direita. O Rui conversa com o ten gen Ferreira do Amaral.


Foto nº 3 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Aspeto geral da mesa, vista da direita  para a esquerda: em primeiro plano o cor inf Mário [João Vaz Alves de ] Bastos, recém empossado cmt do RI 14


Foto nº 4 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) >  O ten gen ref Ferreira do Amaral, que também foi um dos oradores da sessão.


Foto nº 5 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > Aspeto parcial da mesa: da esquerda para a direita, o cor inf Mário Bastos, cmdt do RI 14, o cor Manuel Cerqueira e Jorge Fragoso, o  representante da editora Palimage


Foto nº 6 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) >  O cor inf Mário Bastos, cmdt do RI 14, natural de Viseu, no uso da palavra. [Sobre o RI 14, ver aqui no sítio do Exército Portuguiês]


Foto nº 7 > Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > O cor Manuel Cerqueira, no uso da palavra.


Foto nº 8 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) >  Última página do discurso do cor Manuel Cerqueira em que se pede a reparação de uma injustiça:  o Rui Alexandrino Ferreira, detentor de duas cruzes de guerra (uma de 1ª classe, como alferes miliciano, e outra de 2ª classe como cap mil, no TO da Guiné), há 40 anos que a Pátria lhe deve a "Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito"


Foto nº 9 >  Viseu > Regimento de Infantaria 14 > 4 de novembro de 2017 > Sessão de apresentação do livro do Rui Alexandrino Ferreira, "A Caminho de Viseu" (Viseu, Palimage, 2017, 237 pp. ) > O representante da editora, a Palimage, Jorge Fragoso. 


(Continua)


Fotos (e legendas): © Márcio Veiga / Rui Alexandrino Ferreira (2017). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Seleção de fotos do Márcio Vieira que o Rui Alexandre Ferreira nos mandou (umas dezenas), sem legendas, relativas à sessão de lançamento do seu livro "A Caminho de Viseu", que decorreu no passado sábado, dia 4 de novembro de 2017 (sábado), pelas 10,30 horas, nas instalações do Regimento de Infantaria 14, em Viseu. (*)


A apresentação da obra esteve a cargo do major general na reforma Pezarat Correia. A sessão foi muita concorrida. Há muito sabemos que em Viseu, a sua segunda terra (onde reside desde 1976), tem muitos amigos e admiradores.  Percebe-se, pelas fotos, que o Rui contou com a presença de muitos camaradas, amigos e familiares. No final houve um almoço de "confraternização / debate" (com  inscrições prévias), no refeitório do RI 14.

O Rui teve a gentileza de pessoalmente me convidar, para esta sessão, enquanto editor do blogue, convite que infelizmente não pude aceitar por razões da minha agenda pessoal. De qualquer modo fico muito feliz pelo lançamento do terceiro livro do Rui, que me vai mandar um exemplar pelo correio. É sempre uma festa, o lançamento de um livro de um camarada, para mais de memórias. Que Deus, Alá e os bons irãs da Guiné o protejam e concedam ainda muitos anos de vida, com qualidade, para ele poder continuar a escrever,  a contar (e a encantar-nos com) as suas histórias de vida, não obstante os seus problemas de saúde. O Rui, membro sénior da nossa Tabanca Grande, é um exemplo extraordinário de coragem, determinação, resiliência e luta contra a adversidade (**) (LG)




2. Ficha Técnica do livro:


Título: A caminho de Viseu: memórias 

Autor: Rui Alexandrino Ferreira

Editor: Palimage, Viseu

Coleção:   Coleção Imagens de Hoje

Género:  Memórias

Ano: 2017

ISBN  978-989-703-185-4

Idioma Português

Formato brochura | 237 páginas | 160 x 23 cm

Preço de capa: 18 €

Sinopse

Aos oficiais, sargentos, praças e funcionários civis, que comigo serviram no Regimento de Infantaria n.º 14, em Viseu, e que na execução de tudo quanto lhes competia fazer com o melhor do seu querer e saber, assim contribuíram com a sua quota-parte para fazer desta unidade uma das melhores, senão a melhor, da infantaria portuguesa na atualidade. Sendo a sua última representante por Terras da Beira, onde reinando sobretudo a amizade, se provou que este é o sentimento mais lindo do mundo entre os Homens, o único capaz de o fazer movimentar.




3. Recorde-se aqui algumas datas importantes da vida  do nosso camarada e escritor, Rui Alexandrino Ferreira (que tem cerca de 7 dezenas de referências no nosso blogue),


1943 - Rui Alexandrino Ferreira nasce no Lubango (antiga Sá da Bandeira), Angola

1964 - Integra o último curso de oficiais milicianos que reuniu em Mafra a juventude do Império.

1965 - Rende, na Guiné-Bissau, um desaparecido em combate [CCAÇ 1420, Fulacunda, 1965/67].


1970 - Frequenta o curso para capitão em Mafra, seguindo em nova comissão para a Guiné-Bissau [CCAÇ  18, Aldeia Formosa/Quebo, 1970/72].

1973 - Regressa a Angola em outra comissão.

1975 - Retorna a Portugal.

1976 - Estabiliza em Viseu, onde continua a residir.

2000 - Publica, na Palimage,  o seu 1º  livro,  Rumo a Fulacunda: crónicas de guerra  


2014 - Publica o seu 2º livro. Quebo: nos confins da Guiné (2014), igualmente sob a chancela da Palimage.

domingo, 19 de novembro de 2017

Guiné 61/74 - P17989: Blogues da nossa blogosfera (80): Jardim das Delícias, blogue do nosso camarada Adão Cruz, ex-Alf Mil Médico da CCAÇ 1547 (1): "Ao redor do nevoeiro" e "Uma virgem de branco"


Do Blogue Jardim das Delícias, do nosso camarada Adão Cruz, médico, ex-Alf Mil Médico da CCAÇ 1547/BCAÇ 1887, (Canquelifá e Bigene, 1966/68), com a devida vénia, reproduzimos dois textos e duas imagens da sua autoria.



Ao redor do nevoeiro

Adão Cruz

© Adão Cruz

Hoje sou eu que vou ao teu encontro por dentro deste nevoeiro denso que tudo esconde.
Mas não sei onde estás nem sinto os teus cabelos de incenso.
Sei que moras para lá do tempo, entre dálias e gerânios, entre memórias e sonhos de um segredo.
Mas o coração diz-me para seguir em frente e não ter medo.
Sem saber ao certo quem sou, levo comigo a razão, único caminho que rasga o nevoeiro e rompe as algemas, e me deixa ver a luminosa transparência do teu corpo, para lá das algas e dos peixes verdes dos poemas.
Tu estás do outro lado de um beijo, e eu quero abraçar-te pela cintura neste apagado incêndio dos sentidos, ainda que seja demasiado tarde para a verde ternura de um desejo. Hoje sou eu que vou ao teu encontro em meu corpo de terra antiga que já não seduz.
Vou dar um passo em falso no nevoeiro, para lá dos olhos sem luz.
Assim o decidi ao ver-te perdida, na altura em que o nevoeiro sem sentido caía pesadamente sobre a rua.
Mas não eras tu… era uma chama de lábios e lume ardendo em estranho leito nupcial de um qualquer tempo já perdido.
Foi então, que no ventre do nevoeiro inventei a noite entre lençóis de neve, mordidos de uma luz oblíqua que não era minha nem tua, e se perdia na pele branca de um qualquer corpo que eu não sentia.
Era como se um rio cantasse entre a lua, as águas e o nada… e fosse demasiado tarde para ser música no violino da madrugada.

************
Uma virgem de branco

Adão Cruz

© Adão Cruz

Ela percorre a noite com a vida suja enfiada num saco, tentando vendê-la ao desbarato, enquanto a chuva pegajosa lambe as paredes negras sem lua, e os olhos caiem no chão dos curtíssimos horizontes de todas as incertezas.
No ar húmido paira um cheiro a palavras mortas e orações podres amontoadas numa lixeira, e o chão é um corpo inundado de terra enlameada de todas as virtudes.
Ela percorre a noite com a alma nua enfiada num saco, esperando que do espesso... nevoeiro irrompa uma virgem vestida de branco com uma pedra de sol em cada mão.
Mas a noite negra e sem lua apenas lhe promete a morte de estar viva, porque o sol é uma mentira tão grande como a verdade das pernas enroladas no medo e na fraqueza.
Ela percorre a noite por entre os buracos da ilusão, com a vida suja e a alma nua enfiadas num saco, tropeçando nas horas e nos absurdos do sentimento.
E as dores são gemidos mudos entre a cama fria e o vestido rasgado, e os braços repartidos numa esquálida vaga de fundo entre carnes a desfazer-se.
Ela percorre a noite remotamente mansa, escorrendo o corpo injusto e servil da chuva oleosa de um céu faminto de tempestade, e ninguém lhe compra a vida nem a alma.
No duro sono de um vão de escada, a morte vestida de virgem branca espera pacientemente entre a vida e a alma, a hora de ser a ponte para os restos de um sonho.
____________

Nota do editor

Último poste da série de 17 de novembro de 2017 > Guiné 61/74 - P17979: Blogues da nossa blogosfera (79): Carlos Esteves Vinhal, editor de mais um blogue, o da Associação Universidade Sénior de Matosinhos (Luís Graça)

Guiné 61/74 - P17988: Blogpoesia (538): "Um escadório...", "Os astros..." e "A idolatria das pedras e do metal...", poemas de J.L. Mendes Gomes, ex-Alf Mil da CCAÇ 728

O astro-rei
Foto: © Dina Vinhal


1. Do nosso camarada Joaquim Luís Mendes Gomes (ex-Alf Mil da CCAÇ 728, Cachil, Catió e Bissau, 1964/66) três belíssimos poemas, da sua autoria, enviados entre outros, durante a semana, ao nosso blogue, que publicamos com prazer:


Um escadório…

Uma facha branca e luminosa, inclinada atravessa o céu cinzento e escuro, como uma escada.
Subo por ela.
Até ao cimo.
Lá ao longe, vejo o sol.
Está a nascer fulgoroso,
como em qualquer dia,
sobre a praia.
Minha alma rejubila.
Me estendo e fico a vê-lo.
Faz falta. Enriquece a nossa vida.
Também queima. Às vezes arde.
Até demais.
Tanta cor, em vários tons,
Ele derrama.
Sacia o corpo e acalma o espírito.
Dá vida ao mundo.
Se vive melhor,
Quando há sol,
Mas com medida…

amanhecendo
Berlim, 19 de Novembro de 2017
8h12m
Jlmg

************

Os astros...

Que fazem os astros ao alto?...
Bolas gigantes, umas vezes luzindo,
Outras ocultas,
Fingindo de estrelas sem raios,
Parecem parados ao alto,
Mantendo as distâncias,
Da terra e entre eles,
Escondem segredos aos olhos,
Como se estivessem extintos.
Atraem a mente vendada pela distância sem fim.
Será que estão mortos ou vivos? Instigam-nos medo.
Nos olham calados.
Enigma!...
Terão gente, igual ou diferente,
Interessada em nós?
Querem-nos bem
Ou querem-nos mal?
Quem sabe, esperando visita.
Nunca se sabe.
Suscitam estudo e muita cautela.
Que saberão as agências,
De leste e oeste,
Com tantas viagens,
Que frutos.
Muitos ou poucos.
Porque escondem ao mundo?
Falam em discos ou naves.
Que vão e que vêm.
Mistérios.
De sonho. Talvez pesadelos…

Berlim, 15 de Novembro de 2017
5h55m
Jlmg

************

Idolatria das pedras e do metal…

Ao que chegou o homem da modernidade.
Em vez dos bezerros de oiro e do império dos Faraós,
Depois de milhares de anos,
Fabricando a guerra de irmão contra irmão,
Esta humanidade, eclética e culta,
Que julga que tudo sabe,
- Já não basta o saber da terra,
E se virou para o das galáxias -
Enleou seus pés de barro
Numa rede tão apertada,
Tecida em cobre e no metal,
Não a deixa voar, de tão pesada,
Vive da guerra em vez da paz,
Uma deusa enjaulada,
Se julga tão rica e nunca foi tão pobre,
Porque é escrava…

Berlim, 14 de Novembro de 2017
6h26m
Jlmg
____________

Nota do editor

Último poste da série de 12 de novembro de 2017 > Guiné 61/74 - P17962: Blogpoesia (537): "Entro no mar...", "As minhas sombras..." e "Assombramento...", poemas de J.L. Mendes Gomes, ex-Alf Mil da CCAÇ 728

Guiné 61/74 - P17987: Convívios (832): novo recorde de presenças na Tabanca da Linha: 73 amigos e camaradas marcaram presença, em 16 do corrente, no "Caravela de Ouro", em Algés - Fotos de Manuel Resende: parte II


O nosso editor, Luís Graça, ao centro, de pé, tendo à sua  direita o mano Rosales (que fez guerra em Moçambique) e à direita o mano mais velho, o Jorge (Rosales).


A Alice Carneiro e o Manuel Joaquim


Germana, a esposa do Carlos Silva


O Zé Carioca e a esposa


Um dos nossos "veteraníssimos", o Mário Magalhães


Esta cara não me é estranha... Ah!, já sei, esteve em Monte Real em 2016, o José Henriques Ribeiro


Em primeiro plano o João Martins


Da direita para a esquerda, o Jorge Ferreira, um camarada que ele trouxe (e que serviu na Guiné como capitão, não consegui fixar o nome) e o Hugo Moura Ferreira


O Jorge Nunes Costa, que joga em casa, é de Algés


Da esquerda para a direita, Luís Graça, um camarada cujo nome não fixei, e o Joaquim [Nunes] Sequeira, um homem do BENG 447, mais o Mário Fitas


Ao centro, o Manuel Lema Santos, ladeado pela esposa e pelo Zé Rodrigues

Tabanca da Linha > 34º Almoço-convívio > Algés > Restaurante "Caravela de Ouro" > 16 de novembro de 2017 > 73 camaradas e amigos/as compareceram à chamada e desta vez bateu.se o recorde...

Fotos: © Manuel Resende (2017). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. Continuação da publicação das fotos, selecionadas do álbum do Manuel Resende, secretário, fotógrafo e régulo adjunto da Tabanca da Linha, Manuel Resende [, ex-alf mil da CCaç 2585 / BCaç 2884, Jolmete, Pelundo e Teixeira Pinto, 1969/71].
_____________

Guiné 61/74 - P17986: Parabéns a você (1344): Mário Migueis da Silva, ex-Fur Mil Rec Inf (Guiné, 1970/72)

____________

Nota do editor

Último poste da série de 18 de Novembro de 2017 > Guiné 61/74 - P17981: Parabéns a você (1343): António Mateus, ex-1.º Cabo At Inf da CCAÇ 12 (Guiné, 1969/71)